:::Cris... ® :::


.::Preciso

Tanto

Aproveitar

Você ::.


Beijar teus olhos, olhar tua boca....

"Toda vez que te olho crio um romance"

Cris...®


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Bolhas, meninas e nuvens...

 

 

Ei, psiu! Olha aqui! Vem cá! Desfaça essa cara amarrada e me encontra lá. Lá onde? Ora onde! Ali, lá, bem aqui... pertinho! Naquela nuvem! Qual? A branquinha? Ah, não! A outra, ao lado. Aquela! Aquela cor-de-rosa que guarda um segredo lilás e uma verdade toda azul. Aquela que de dia brinca com o sol e de noite vira estrela?  Isso! Essa mesmo! Já esteve lá? Estive! Mas, já  não sei como voltar... Esqueci como se chega até ela... É fácil, vem cá que eu te ensino, é só dobrar a esquina e seguir em frente toda vida pelo céu dos teus sonhos. Ou, querendo, você pode simplesmente fechar os olhos, ou ainda, pegar carona com a primeira bolha de sabão que passar. Dizem que ela as assopra o tempo todo. Ela quem? A menina! Aquela? É... aquela! Mas, quem dizem? Eles, oras! Eles quem? Os anjos que moram naquela nuvem. Dizem o que mesmo? Que aquela menina não se cansa de soprar bolinhas de sabão na esperança que você não perca a próxima que passar, e veja, e volte, e venha... Eu nunca quis... O quê? Perdê-la... Então, vem que ela continua lá esperando por você! Mas, você tem que ser ágil porque elas(as bolinhas de sabão!) duram o momento exato de um sorriso e podem vir acompanhadas da realização de um pedido,  e há quem diga que estão sempre ao alcance das mãos, porém, há de se saber enxergá-las, e tocá-las, e retê-las, e deixar-se levar! E quanto tempo dura um sorriso?  Ah, isso depende de quem o recebe. De como é sentido. Para alguns pode durar a eternidade de um instante, para outros a brevidade de tudo que poderia ser eterno e não foi... (nem perceberam). Hum... e, quando vêm acompanhadas?  Do pedido que se realiza? É! Quando você sorri sem pretensões...

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 21h14
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Injusto seria se eu te falasse de certezas apenas, e te cobrasse verdades que não me pertencem. O silêncio é o limite daquilo que nem toda sinceridade pode alcançar. Pode ser ponte ou abismo. Porque,  por vezes, até o que nos é mais autêntico se confunde nas palavras que calamos por puro medo de perder. Como se pudéssemos perder o que nunca chegamos a ter . Há muito mais falta nesse dias em que não te escrevo. Nessas horas em que não te falo é quando mais me apercebo dessa ausência. A maior falta que sinto é daquilo que não nos aconteceu. Nosso pecado maior foi aquele que não cometemos. Queria poder te falar dessa saudade, mas é difícil falar de algo que grita silêncios dentro da gente. A boca se cala pra não sangrar palavras sem volta  de um querer egoísta que não consegue mais ser completo no silêncio ou nas palavras... Queria poder encontrar um sentido nessa ausência que nos cerca. Nessa falta de nós mesmos. Um significado nas palavras que não ousamos pronunciar. Queria agora, na nudez do teu olhar, te mostrar o que meus lábios silenciam, e o que meu corpo calado teima em gritar. Queria, sem palavras, poder te fazer entender o que eu nunca entendi... Queria poder te ouvir no meu silêncio. Ir embora de mim pra poder permanecer em você.

 

(Cris...)

 



- Postado por: Cris ® às 18h40
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"(...) E quando um rapaz e uma moça dessas se encontram,

 seja por um momento ou por horas, tanto faz,

mas por algum motivo, não importa,

 eles não querem se separar..."

(Caio Fernando de Abreu)

 

Por que ela se apaixonou por ele? Perguntava-se sempre. Bem, ele era bonito. Não! Mais que isso. Era lindo! E tinha o sorriso mais claro que um dia ela já tivesse visto. Poderia ter sido pela beleza aberta, displicente e leve que ele tinha, ou pelo riso fácil, ou pelo jeito gostoso de menino que corre pro mar e se encharca de sonhos, gargalha por nada, e faz do nada o seu tudo, se lambuza do mundo! É... poderia ter sido por todas essas coisas, e talvez tenha mesmo! Mas, havia ainda aquele olhar... E o jeito como ele a olhou naquele primeiro instante... Ele a trouxe inteira pra dentro daquele olhar... Olhar doce de mistério e magia. De um desejo confesso. Sem disfarces! Ela não nega, se entrega! Mas, não era só isso, havia algo mais... Um misto de pecado e ternura, mansidão e loucura. E não foi, (ela jura!) pelo modo como ele a puxou pela cintura, a trouxe para o seu cheiro e sussurrou ao seu ouvido palavras úmidas de amor. Jura também, que não foi pelos corpos colados, e as mãos dele deslizando pela fendas da sua alma e vestido, e o calor da pele-poro-pêlo-arrepio. Ou porque se apagaram todos os medos e estrelas se incendiaram num céu aberto de possibilidades (infindáveis e todas). Ou pelas borboletas no estômago,  sinos tocando no momento do beijo, o frio na barriga, o coração disparado, as mãos suadas e as pernas bambas,  todos esses clichês e tantos outros que não me ocorrem agora...,  todas essas obviedades próprias de um instante como esse, em que a gente fecha os olhos bem forte e pede baixinho pra que não acabe nunca mais. Mas, ainda assim, talvez não tenha sido por tudo isso (não só...). Não só pela forma como ele a amou  naquela noite ( louco e manso, safado e santo...).  Não só pela noite maravilhosa e por todas as outras que se seguiram (puro poema). Mas, pela manhã seguinte em que ele a envolveu nos seus braços, e o mundo coube todo ali dentro da  ternura daquele abraço. Por isso, por tudo e por mais! Por todas as manhãs em que ele sorrindo lhe traz o sol de presente e a olha demorado e fundo, como “naquele primeiro segundo daquele primeiro instante”, e ela ainda se vê lá, no fundo daquele olhar...

 

(Cris...) 

 



- Postado por: Cris ® às 22h43
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Das ingenuidades sinceras

 

 

Os olhos dela só sabiam o dele... E era doce sempre! O via puro, inteiro! Porque ela o enxergava por dentro. Tão fundo... Porque se desprendia dos olhos incrédulos do mundo, que só vão até onde a retina pode alcançar. Os dela não, iam além, eram dele...! Porque ela o olhava feito menina. Porque se desfazia de olhares rasos (a superfície, pura e simples, não cabia no seu olhar). Porque, em horas como essa, deixava de lado o olhar corrompido de adulto, e alcançava a essência... O via com inocência. (Os olhos dela, criança, nos dele...). Porque não julgava, queria cuidar! Porque sempre, e a despeito de tudo, conseguia  ver suas flores, e se preciso fosse, (re)moveria seus espinhos, curaria suas dores, e delicadamente, beijaria seus medos, beberia dos seus segredos, e mostraria que ela o entenderia mais do que ele pudesse pensar. Porque o culpava tão pouco. E o queria tão perto. E o amava tão mais...!

 

(Porque meninas vão sempre ser meninas, e

nunca vão deixar de acreditar, ainda que

a mulher, vez por outra, insista em dizer o contrário...)

 

(Cris...)



- Postado por: Cris ® às 23h48
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